Os males da liberdade se corrigem com mais liberdade!

I should have loved freedom, I believe, at all times, but in the time in which we live I am ready to worship it.
- Democracy in America - Volume 2, Alexis de Tocqueville - Sever and Francis, 1864

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pequeno exemplo de como se escolhe um ministro...

Turismo: novo ministro é neófito

by Moacir Pereira


Afilhado político de José Sarney, o novo ministro do Turismo, deputado federal Pedro Novais Lima, tem 80 anos de idade. Foi reeleito para exercer o sétimo mandato na Câmara Federal. Começou na Arena, antigo partido de Sarney, passou pelo PDC, PPR e finalmente PMDB. Nunca integrou comissão técnica ligada, sequer de longe, ao turismo. Não há uma só referência em sua biografia oficial da Câmara Federal uma única citação sobre qualquer atividade ligada ao turismo.

Sabendo-se que o turismo é a atividade econômica que mais cresce no mundo inteiro e a que mais gera emprego e renda, chega a ser uma irresponsabilidade política indicar um nome sem qualificação alguma para um setor tão importante.

Em relação ao turismo, a presidente eleita Dilma Rousseff está reprovada na escolha. Felizes devem estar os petistas que perderam o cargo, entregando mais um posto importante para o senador Sarney.

Fará falta no Senado

08/12/2010 - 18h38

De saída do Senado, Tasso Jereissati faz discurso contra Lula


Em seu discurso de despedida, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) fez duras críticas ao governo petista e ao presidente Lula, a quem comparou ao personagem Macunaíma, de Mário de Andrade.

"Não me refiro a um vício de personalidade, mas a alguém que apenas transita pelo mundo ao sabor do acaso, sem outro fim ou projeto que não seja o da própria sobrevivência, capaz de tudo para consegui-la.

Lula se vangloria de ter construído o Brasil, assim como Macunaíma se julgava capaz de controlar o universo manipulando monstros e deuses", disse o senador tucano nesta quarta-feira.

Tasso tentou a reeleição ao Senado, mas foi derrotado pelos deputados federais Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT), que conquistaram 2,6 milhões e 2,3 milhões de votos, respectivamente. O tucano, que governou o Ceará por três mandatos, obteve 1,7 milhão de votos.

Num discurso de cerca de 40 minutos, Tasso lembrou escândalos da gestão petista e citou episódios como o escândalo do mensalão, a quebra do sigilo do caseiro Francenildo, a máfia das sanguessugas e a saída de José Dirceu e de Erenice Guerra da Casa Civil. "Fica claro que ali, no coração do governo, era onde a serpente punha os ovos", disse o tucano.

Tasso acusou o governo de lotear cargos em troca de apoio no congresso, cooptar centrais sindicais e entidades civis e barrar as investigações das CPIs.

As maiores críticas do tucano, no entanto, foram direcionadas ao próprio presidente da República. "Lula foi uma decepção em vários sentidos. Lula nos decepcionou como político, como liderança comprometida com a ética e com a honestidade, como símbolo da mudança nas relações do governo com a sociedade, do Executivo com os demais poderes e, principalmente, como esperança de algo realmente novo na vida nacional", afirmou.

Durante a campanha, Lula foi o principal garoto-propaganda dos senadores eleitos. O presidente apareceu na televisão pedindo ao eleitor cearense para eleger uma bancada aliada no Senado Federal. "Eu peço ao povo do Ceará, com o respeito e o carinho que eu tenho pelo povo do Ceará, que não permitam que a Dilma passe no Senado o que eu passei. Senadores com ódio, senadores trabalhando para tudo dar errado", afirmou o presidente na propaganda.

Sem citar nomes de partidos ou políticos, Tasso criticou o fato de o presidente ter feito alianças com "gente que ele execrou em público" -- todo o discurso foi acompanhado pelo presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP).

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sarney nomeia seu ministério e se prepara para presidir o Senado… de novo!!!

Sarney nomeia seu ministério e se prepara para presidir o Senado… de novo!!!:
Por Eugênia Lopes er Christiane Samarco, no Estadão:

O PMDB fechou ontem com a presidente eleita, Dilma Rousseff, seu espaço no futuro governo privilegiando os “padrinhos” da legenda. Os vencedores na indicação para cinco pastas - Minas e Energia, Previdência, Turismo, Agricultura e Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) - são o presidente do Senado, José Sarney (AP), e o presidente nacional da legenda e vice-presidente eleito, Michel Temer (SP).

Sarney e Temer emplacaram dois ministros cada na cota do partido. O sexto ministério ocupado por um peemedebista - Nelson Jobim, na Defesa - é considerada cota pessoal de Dilma. No xadrez da reforma, o PMDB cedeu Saúde, Comunicações e Integração Nacional em troca de Turismo, SAE e Previdência, pastas sem o mesmo prestígio político e orçamentário.

“Com certeza a indicação do meu nome tem a influência do senador Sarney e da governadora Roseana Sarney”, admitiu o deputado Pedro Novais (PMDB-MA). Seu nome é dado como certo para assumir o Ministério do Turismo, pasta que nos últimos dias passou a ser alvo de cobiça de partidos aliados, como o PSB.

Além de Novais, o grupo de Sarney já havia conseguido o retorno de Edison Lobão para Minas e Energia. No segundo mandato do presidente Lula, Lobão substituiu a então ministra Dilma Rousseff.

Na cota de Temer estão Wagner Rossi, que será mantido na Agricultura, e o ex-governador do Rio, Moreira Franco, que ficará na SAE. Moreira Franco relutou em aceitar a secretaria porque reivindicava um ministério mais robusto. Sem sucesso na empreitada, os peemedebistas passaram então a defender que a SAE fosse “turbinada” com a absorção de novas tarefas.

Mais uma vez, não foram bem sucedidos. Obtiveram só a promessa de que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, conhecido como “conselhão”, ficará subordinado à SAE. Também conseguiram garantir a permanência do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) na pasta.

Na escalação ministerial, a novidade ontem ficou por conta do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), cotado para assumir a Previdência. O nome do ex-governador do Amazonas e senador eleito Eduardo Braga chegou a ser confirmado. Segundo peemedebistas, Braga teria aceitado ser ministro, mas com a expectativa de assumir outra pasta. Ele queria um ministério mais ligado à área empresarial e industrial. Como não foi possível trocar de ministério, o ex-governador desistiu de assumir a Previdência. O PMDB decidiu, então, apresentar o nome de Garibaldi. Mas, ao contrário dos demais ministros indicados pelo partido, o nome do senador enfrenta resistências e sua ida não estava assegurada.Aqui

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Para não esquecer

A eleição de Lula em 2002 constituiu-se no maior estelionato eleitoral da história da república. Os discursos de campanha foram esquecidos, as posições que o PT históricamente defendia abandonadas, o conteúdo programático ignorado. Após a posse, o "conservadorismo" felizmente foi adotado, e não houve solução de continuidade em relação à política econômica implantada no governo Itamar Franco e solidificada na gestão de Fernando Henrique Cardoso.
Porém, como o povo tem memória curta, e discernimento ainda menor, Lula conseguiu vender a ilusão da "herança maldita", do "caos anterior", num verdadeiro desrespeito à instituição da Presidência da República.
A lógica e a questão temporal não permitem à bolivariana a continuidade desta baboseira. Não há como apagar os oito anos da administração petista.
Mas para que não esqueçam as ilusões muito bem vendidas por Lula, fica o registro do editorial do Estado de São Paulo, edição de 6 de dezembro:
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Quebrando promessas

06/12/2010 - 12h37

Governo prepara corte de gastos e

 pode postergar obras do PAC


Bem, ao menos também anuncia redução no custeio. É a realidade contrariando discursos e promessas da bolivariana. Coitado de quem acreditou. Por falar em realidade, vejam outra promessa inviável: durante o governo Lula, o peso dos tributos na conta de energia elétrica dobrou, passando, por exemplo, de R$7,00 para R$14,00 em uma conta de R$100,00. A maior parte desta "mordida" deve-se ao PIS/Pasep e ao Cofins, cujo regime de tributação mudou entre 2002 e 2004. Em campanha, a bolivariana prometeu acabar com o PIS/Cofins para os setores elétrico, de saneamento e de transporte. Pois bem, mesmo no governo essa hipótese é considerada inviável. O futuro dirá.

Alerta aos homens

Coragem & coerência:

“Não concordo com o modo como o Brasil votou. Não concordo com as práticas medievais características que são aplicadas quando se trata de mulheres. Não há nuances e eu não farei nenhuma concessão com relação a isso”.


Dilma Rousseff, ao lhe perguntarem sobre a decisão do Brasil de se abster na ONU na votação que aprovou a censura ao governo iraniano por violações de direitos humanos, falando ao jornal The Washington Post o que não tem coragem de dizer para Lula.
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/sanatorio-geral/coragem-coerencia/


Homens, preocupem-se. Ela condena "práticas medievais" apenas quando aplicadas às mulheres.