Os males da liberdade se corrigem com mais liberdade!

I should have loved freedom, I believe, at all times, but in the time in which we live I am ready to worship it.
- Democracy in America - Volume 2, Alexis de Tocqueville - Sever and Francis, 1864

terça-feira, 14 de setembro de 2010

E irá piorar, sem dúvida

Ranking de competitividade global coloca Brasil na 58ª posição: "A competitividade da economia brasileira é apenas a 58ª em um ranking de 139 países, segundo um estudo divulgado pelo Fórum Econômico Mundial."

Ereni6 - a visita

Erenice recebeu em casa filho lobista e o cliente dele

Fábio Pozzebom/ABr

Nas explicações que deu para Lula e auxiliares do presidente, a ministra Erenice Guerra (Casa Civil) admitiu: recebeu no apartamento funcional que lhe servia de residência em Brasília o empresário Fábio Baracat.

O mesmo Baracat que negociava com o filho da ministra, Israel Guerra, negócios da MTA Linhas Aéreas com o governo. Em seus relatos, Erenice não precisou a data do encontro. Mas deu a entender que ocorreu quando ainda era secretária-executiva de Dilma Rousseff.

A linguagem do "estadista"

Qual o significado de "extirpar" para Lula?: "
Ficou uma dúvida no ar: Lula usou a expressão 'extirpar o DEM' no sentido Celso Daniel do termo ou no mesmo sentido que Jorge Bornhausen deu a expressão 'acabar com aquela raça', dirigindo-se ao PT? O PT moveu uma raivosa perseguição contra Bornhausen, a quem Lula odeia até hoje, que por sua vez processou Emir Sader, que acabou sendo condenado a um ano de cadeia e perdeu o seu emprego público, por chamar o senador de nazista. Seria bom que Lula explicasse: 'extirpar' é no sentido Celso Daniel do termo ou é simplesmente uma figura de linguagem, como a usada por Jorge Bornhausen?
"

Ereni6 - filho ingênuo

DEU NA FOLHA DE S. PAULO

Caso Erenice: filho de ministra diz que foi 'enganado'

Israel Guerra culpa consultor de empresas Fábio Baracat, afirma que é alvo de "denuncismo" e promete abrir sigilo

Nova versão contrasta com o e-mail enviado à revista "Veja", no qual filho de Erenice admitiu ter emitido notas fiscais

O filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, Israel Dourado Guerra, 32, disse ontem à Folha que foi "enganado" pelo consultor de empresas Fábio Baracat.

"Eu fui enganado por aquele rapaz. Ele se dizia dono da empresa, se dizia ser sócio. Ele se mostrava como um empresário bem-sucedido, bem-intencionado", afirmou o filho de Erenice.

"É triste fazer parte de um joguete. A gente está vendo aí essa onda de denuncismo, essa coisa baixa, essa campanha sem propostas, só com acusações, com ilações, com documentos falsos. Enfim, é uma coisa muito triste o que a gente está vivendo hoje no Brasil, com o país se desenvolvendo na forma que vai. Mas a política, alguns veículos [de comunicação] se comportando da forma mais aética possível."

Ele também negou ter recebido recursos da empresa de transporte aéreo de cargas MTA. Já em e-mail que ele próprio enviou à revista "Veja" na sexta, Guerra admite a emissão de notas fiscais.

Procurado pela revista para falar sobre os negócios mantidos com Baracat e a empresa MTA, Israel Guerra confirmou ter trabalhado para a empresa MTA.

Disse que a autorização da empresa para voar estava vencida, e que Baracat pediu sua ajuda para resolver o problema.

Ereni6 controla Correios

Caso Erenice: ministra controla direção dos Correios

Gerson Camarotti, Martha Beck e Evandro Éboli, O Globo

A forte atuação da chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, nos últimos meses, para mudar o comando dos Correios - o que ocorreu no final de julho - virou motivo de grande desconforto e preocupação no Palácio do Planalto.

Já há o reconhecimento de que Erenice operou, não só para efetuar mudanças na estatal, como, na prática, passou a controlar os Correios.

A empresa está subordinada ao ministro das Comunicações, José Artur Filardi. No entanto, hoje Erenice tem ascendência direta sobre os dois principais cargos da estatal: o presidente David José de Matos e o diretor de Operações, o coronel Artur Rodrigues Silva. Os dois são indicações pessoais da ministra.

Ontem, interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentavam que, na ocasião, o núcleo do Palácio do Planalto se surpreendeu com a forma decisiva com que Erenice agiu para realizar as substituições na empresa.

Com a acusação de que um filho de Erenice praticou lobby no governo em favor de uma prestadora de serviços dos Correios, novas dúvidas surgiram ontem no Planalto - incluindo a razão que a ministra teve para agilizar as mudanças na estatal.

A decisão de mudar a diretoria do órgão foi tomada na última semana de julho pelo presidente Lula, com o objetivo de estancar uma crise de gerenciamento na empresa.

Na ocasião, Lula seguiu a recomendação de Erenice. Ela apresentou um diagnóstico da crise de gestão dos Correios, que já resultava em atraso na entrega de correspondências.

Um dos principais pontos do relatório apontava atraso na licitação de cerca de 1.400 franquias, cujos contratos vencem em novembro. Havia risco de um "apagão postal", alegava-se na época.

Ereni6 e suas "empresas"

Caso Erenice: 2 empresas já com cargos no governo

Fábio Fabrini e Jailton de Carvalho, O Globo

Acusada de escalar uma laranja para o seu lugar numa empresa que atuaria em segurança e arapongagem, a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, foi sócia direta de outras duas empresas enquanto ocupava cargos no governo Lula, a partir de 2003.

Paralelamente às funções de consultora jurídica do Ministério das Minas e Energia e de secretária-executiva da Casa Civil, ela foi dona da Razão Social Confecções e da Carvalho Guerra e Representações, firmas com sede em Brasília.

Segundo a revista "Veja" , Erenice teria praticado tráfico de influência pela ação do filho, Israel Guerra, na intermediação de contratos entre empresas privadas e o governo.

Erenice foi sócia das empresas a partir da fundação, em 1994, época em que deixou cargo na Eletronorte.

Só se desligou delas em 14 de março de 2007, quando já era braço-direito de Dilma Rousseff na Casa Civil.

A participação de altos funcionários públicos em empresas privadas, bem como alterações significativas de patrimônio, devem obrigatoriamente ser comunicadas à Comissão de Ética Pública da Presidência, o que é uma incógnita no caso de Erenice.

Procurada ontem, sua assessoria não disse se ela cumpriu as exigências. O objetivo era verificar se há conflito de competência na atuação do servidor.

Segundo a Comissão de Ética Pública da Presidência, a declaração de informações de Erenice é sigilosa e só cabe a ela revelar o conteúdo.

As duas empresas permanecem ativas na Junta Comercial do Distrito Federal. Atualmente, estão em nome de Gabriela Pazzini e Antônio Eudacy Alves Carvalho, irmão da ministra, que, indicado por ela, ocupou cargo na Infraero até 2007.

Editorial de O Globo, edição 14/09/2010


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